Um cartaz de Black Friday tem pouco espaço e precisa mostrar, de longe, três informações: o produto, o preço de antes e o preço de agora. No gerador acima, você preenche esses dados e deixa a conta do desconto com a ferramenta, que coloca o percentual num selo ao lado do preço antigo riscado. Do mesmo cartaz saem três arquivos: uma imagem em pé para o Status do WhatsApp e os stories, outra para o feed e um PDF A4 para colar na vitrine ou perto do caixa. Em 2026, a Black Friday cai em 27 de novembro. Usar o gerador não custa nada.
Como montar o cartaz de Black Friday
O nome do produto aceita até 60 caracteres. Os nomes curtos ganham letra grande, e os compridos passam para duas, três ou quatro linhas, com a letra diminuindo até um tamanho que ainda se lê a distância.
Nos preços, vale escrever do jeito que for mais natural, com vírgula ou com ponto: 1.299,90, 1299,90 e 89 são entendidos. O preço da oferta tem de ser menor que o preço antigo. Se não for, o botão de baixar fica travado e o motivo aparece logo abaixo do campo “por”.
O percentual é sempre arredondado para baixo. Num tênis que saía por R$ 129,90 e agora sai por R$ 89,90, a diferença real é de 30,8%, e o selo mostra 30%. Com essa regra, o número impresso nunca passa do desconto que o cliente vai encontrar no caixa.
A data da oferta, o nome da loja, o WhatsApp e a observação são opcionais. A observação tem até 50 caracteres e serve para uma condição curta, como “enquanto durar o estoque” ou “só na loja física”.
Cartaz de promoção e de Natal no mesmo gerador
O tema muda o título e as cores do cartaz inteiro, sem mexer nos dados que você já preencheu. Black Friday usa fundo preto com amarelo e faixas listradas no alto e no pé. Promoção troca o preto por vermelho e serve para queima de estoque, aniversário da loja ou qualquer oferta fora de novembro. Natal tem fundo verde, detalhes dourados e o título “Oferta de Natal”.
Por isso o gerador continua útil depois da sexta-feira de descontos. Em dezembro, além do cartaz da oferta, a loja pode vender um vale-presente para o cliente dar a outra pessoa, que tem gerador próprio aqui no blog.
Preço “de” e “por”: o que o cliente precisa enxergar
O Decreto 5.903/2006 pede, no art. 2º, que o preço apareça de forma correta, clara, precisa, bem à vista e fácil de ler. Na definição do próprio decreto, informação clara é a que o consumidor entende de imediato, “sem a necessidade de qualquer interpretação ou cálculo”. Um cartaz que só anuncia “30% de desconto” deixa a conta para o cliente. Por isso o gerador sempre escreve o preço final em destaque e não deixa baixar o cartaz sem os dois preços.
O preço riscado também precisa ser verdadeiro. O art. 37 do Código de Defesa do Consumidor proíbe a publicidade enganosa e inclui nela a informação falsa, inteira ou em parte, sobre o preço. Na prática, o “de” do cartaz deve ser um valor que a loja de fato cobrava antes da oferta.
Pelo art. 30 do mesmo código, a loja que anuncia uma oferta com preço e condições definidos fica obrigada a cumpri-la. Se o preço vale só até uma data ou só para as peças em estoque, escreva isso no cartaz, nos campos de data e de observação. E se a loja também parcela, o art. 3º do decreto pede, além do preço à vista, o valor total, o número, a periodicidade e o valor das prestações, os juros e eventuais acréscimos. São informações demais para a observação curta do cartaz: elas cabem melhor na etiqueta do produto ou na conversa com o cliente.
É um resumo para montar o cartaz; o texto completo das leis está nos links.
Status, feed ou vitrine: qual arquivo baixar
Os três botões logo abaixo da prévia escolhem o formato, e a prévia muda na hora para você ver o resultado antes de baixar.
- Status e stories: imagem PNG em pé, de 1080 por 1920 pixels (9:16). O cartaz deixa margens maiores no alto e no pé.
- Feed: PNG de 1080 x 1350 pixels, mais baixo, na proporção 4:5.
- Vitrine: PDF de uma página A4 em pé, desenhado a 300 pontos por polegada, para imprimir em casa ou numa copiadora.
Antes de imprimir o PDF, confira na janela de impressão se a escala está em 100% ou se a opção “tamanho real” está marcada. A impressora pode deixar uma borda branca em volta, porque muitas não imprimem até a beira do papel. Como o fundo do cartaz é todo colorido, cada cópia usa bastante tinta. Já o impresso de dezembro que só agradece, sem preço, sai em outro gerador: o cartão de fim de ano em PDF A6 tem um tema de fundo quase branco, que gasta menos tinta.
O QR do WhatsApp no cartaz
Quando o campo do WhatsApp tem número, aparece um QR no canto inferior do cartaz, acompanhado de “Chame no WhatsApp e faça a reserva” e do número por extenso. Ao ler esse código, o celular do cliente abre o WhatsApp da loja com uma frase pronta, “Olá! Vi o cartaz e quero reservar:”, e o nome do produto logo depois. A pessoa ainda precisa enviar a mensagem; o QR só deixa tudo escrito.
Vale o formato com DDD e traço, por exemplo (11) 91234-5678, ou só os dígitos. Para um número de outro país, comece com o sinal de mais e o código do país. Antes de imprimir uma pilha de cartazes, leia o QR com um segundo celular e confira se a conversa abre no número certo.
No Status, quem vê o cartaz pelo próprio celular não tem como apontar a câmera para a tela. É por isso que o número também aparece por extenso. Se quiser o mesmo atalho para a bio do Instagram ou para mandar por mensagem, dá para criar um link do WhatsApp que já abre com o texto da reserva.
Perguntas frequentes
Dá para fazer um cartaz com vários produtos?
Cada cartaz mostra um produto, para o preço ficar grande. Para a próxima oferta, troque o nome e os preços e baixe outra vez: o tema, a loja e o WhatsApp continuam preenchidos enquanto a página estiver aberta.
Posso mudar as cores ou colocar a logo da loja?
Nesta versão, não. Os três temas têm cores fixas, escolhidas para o texto branco e o amarelo ficarem legíveis sobre o fundo, e o nome da loja entra escrito no alto do cartaz.
O arquivo sai com marca d’água ou link do AgenteZap?
Não. O cartaz leva só o que você preencheu e o título do tema escolhido.